O PRATO AZUL POMBINHO

Sinopse

Quatro meninos contam a história do Prato Azul Pombinho. Inventam os personagens e o cenário da lenda estampada na peça de porcelana da avó. A brincadeira do faz-de-conta vai bem até que algo terrível acontece…
 
Apresentação

O Espetáculo foi criado a partir do poema homônimo de Cora Coralina para um evento de estímulo à leitura, a convite da Biblioteca Pública Municipal de Congonhas. A estrutura foi criada de forma simples, sem cenário e com poucos objetos de cena, tornando-a adequável a diversos espaços. O espetáculo já se apresentou nas seguintes ocasiões: Noite de Cenas Curtas do Grupo de Teatro Boca de Cena – Anfiteatro da Romaria (Fumcult), Sarau Literário da Biblioteca Comunitária de Congonhas “Mestre Aleijadinho”, Noite Poética da Biblioteca Municipal “Djalma Andrade”, XV ADIRC – Assembleia Distrital de Rotaract Club (Rotaract), Tarde Cultural na APAE Congonhas e Fórum da Comarca de Congonhas – Semana do Servidor do Tribunal de Justiça. Em outubro de 2012 participou do FETO – Festival Estudantil de Teatro de Belo Horizonte e recebeu destaques pela Encenação, Processo de Criação e Pesquisa Cênica.

 

Ficha Técnica:

Direção e preparação dos atores: Luísa Bahia
Elenco original: Hudson Raony, Lucas Emanuel, Pedro Lacerda e Thyago Freitas*.
*Atualmente substituído por Filipe Santana e Gustavo Henrique.
Figurinos e objetos de cena: Thyago Freitas e Luísa Bahia.
Iluminação: Luísa Bahia e Lucas Emanuel
Pode ser realizado em palco ou espaço aberto.
Duração: 20 minutos.
Realização: Grupo Boca de Cena | Instituto Profarte.

 

Crítica FETO BH 2012
Reginaldo Santos

Realizado pelo Grupo de Teatro Boca de Cena, O Prato Azul-Pombinho, inspirado no poema homônimo de Cora Coralina, narra o cruel costume da região de Goiás, de castigar as crianças que quebravam uma louça, amarrando os cacos em seus pequenos pescoços. A narrativa conduzida pelos quatro integrantes do grupo nos faz rememorar histórias antigas que nos contavam nossas avós. A presença forte do narrador pode trazer uma aproximação com a contação de histórias, porém a narração vem acompanhada de elementos teatrais muito bem utilizados pelo grupo. A começar pelo imaginário poético – característico da obra de Cora – que parece ter inspirado a criação das imagens cênicas, onde a narrativa se debruça e é conduzida de maneira precisa. As imagens criadas parecem revelar, ao mesmo tempo, os personagens estampados no prato (que retrata uma lenda oriental) e os contidos no poema da autora. Isso possibilita o jogo cênico dos atores e nos faz refletir sobre o processo de criação das cenas. A experiência vivida pelos integrantes do grupo deve ter sido no mínimo, divertida e prazerosa, temos a impressão que o processo foi conduzido de maneira coletiva, onde a liberdade criativa esteve presente. A noção de personagem se perde em meio a tantas figuras, mas as figuras revelam inúmeras personas. Além disso, as imagens possibilitaram aos atores a experimentação de timbres e sonoridades que compuseram a cena e ajudaram na fruição do texto. O tecido branco, um dos poucos objetos utilizados, se transformou de forma criativa e imagética em cobertor, roupa, corda, forca, etc. A luz foi utilizada de forma simples, mas eficaz. A impressão que ficamos é que o processo foi realmente vivenciado pelo grupo, foram tocados pela experiência do teatro, acreditaram no universo simbólico da construção cênica.